2008-05-23

Como arranjar problemas conjugais

A Rita desafiou-me para responder a um questionário que, pelo teor da perguntas, pode fazer com que eu fique solteiro num abrir e fechar de olhos. Felizmente a minha jove nunca vem aqui...

O questionário consiste em indicar 11 bloguistas (perfeitamente ao calhas) e depois responder às perguntas, com a devida associação.

Bloguistas (por acaso todas gaijas):
Atlantys
Carvoeirita
Diabba
Safira
Animal Candy Sugar
Sandra
Gata Verde
Eu Mesma!
Aorta
Nanny
Vanadis

Questionário:

Como é que encontraste a 4?
Numa praxe universitária, em que estávamos praticamente irreconhecíveis. Pelo menos acho que era ela...
O que farias sem a 6?
Suponho que o mesmo que com ela, pois sou um rafeiro muito respeitador. O meu gosto artístico é que sentiria a diferença...
O que farias se a 2 e a 6 namorassem?
Depois de conseguir fechar a boca, até era gaijo para fazer umas rifas para angariar fundos destinados à viagem delas para um país onde pudessem consumar a coisa.
O que farias se a 5 confessasse que te ama?
Dizia-lhe para ter juízo ou contava à mãe dela, que por acaso é minha irmã.
Quem é o melhor amigo da 10?
Sei lá!
Já te alimentaste perto da 1?
Um belo Sushi, caro como o catano, mas bem saboroso!
Sentes saudades da 2?
Eu nem conheço a jove, como é que hei-de ter saudades? Se por acaso ela ler isto, vai matar-me, espero que alguém tenha saudades minhas...
Com quem é que a 11 está a namorar?
Com o namorado dela, acho eu, pois que eu saiba ainda não pertence ao grupo da 2 e da 6.
O que achas da 3?
Uma anjinha com pele de diabo, com uma estranha aversão a queijadas. Mais sobram...
O que achas da 9?
Pelo que vou conhecendo dela, parece uma jove bem porreira, apesar do convívio envolver sempre sangue.
O que farias se a 4 e a 7 namorassem?
Desde que não me excluíssem e uma delas usasse uma peruca ruiva...
Casarias com a 8?
Ok, chega, isto é nitidamente um questionário destinado a arranjar problemas. Se digo que sim, tenho a minha jove à perna, se digo que não, despedaço um coração! Não respondo!
Amas a 10?
Ai o... Está bem que a moçoila é jeitosa, mas daí a amar, vai uma grande distância. Simpatizo com ela, pronto...
Já dormiste no mesmo quarto com alguns desses números?
Com duas sim, com outra quase e com as restantes, que eu saiba, não!

Não passo a ninguém.

2008-04-29

Palavras desgovernadas

A Aorta lançou-me um desafio, que era associar pensamentos a palavras. Parece que também era possível associar imagens, mas não abusemos, ok?

Família – Instituição que congrega elementos com algo em comum, desde o sangue à preferência clubística
Homem – espécie que habita, em números assustadores, o planeta Terra
Mulher – a salvação e a perdição da espécie anterior
Sorriso – contracção muscular que pode levar a muita coisa

Perfume – consta que anda por aí um rafeiro assim
Carro – utensílio que dispenso sempre que posso
Paixão – muitas vezes desencadeado por um sorriso, tende a ser confundido com o amor. É quase como comparar um fósforo a um lança-chamas...
Amor – este desafio é um bocado lamechas ou é só impressão minha?
Olhos – janelas para o mundo. Sim, fui contagiado pela lamechice...

Sal – quando falam em sal lembro-me sempre do ciúme. O primeiro deve ser usado na comida como o segundo numa relação, a ausência tira o interesse, o excesso estraga. Profunda, esta...
Chuva – na cara, desde que não descambe em granizo
Mar – uma atracção inexplicável, talvez explicada pelos antecedentes históricos.

Livro – se eu fosse cagão diria o meu, como não sou indico “O nome da Rosa”, livro que deu uma grande machadada nas minhas convicções religiosas
Filmes – acção, com alguma dose de humor e glândulas mamárias à mistura. E, claro, o Senhor dos Anéis...
Músicas – Queen, acima de tudo. Nunca perdoarei ao Freddy o facto de ter morrido...

Dinheiro – ah, o vil metal. Diria que o desprezo, mas continuo a jogar no Euromilhões
Silêncio – que se vai cantar o fado
Solidão – no meio duma multidão, a mais assustadora que existe

Flor – Cactos. Daqueles grandes e machos
Sonhos – Ganhar o Euromilhões

Cidade - Praga
País – Portugal, com algumas alterações ao nível da fauna que por cá anda. E por fauna refiro-me aos animais de duas patas...

Não viver sem – respirar. Parece que é difícil...
Nunca deixar de ser – verdadeiro, quer gostem ou não

Qualidades – a minha modéstia, inteligência e beleza não me permitem falar sobre este ponto
Defeitos – a minha modéstia, inteligência e beleza também não me permitem falar deste ponto

Gostos – não se discutem
Detesto – desafios compridos. Se este tiver mais 3 perguntas que seja...

Não passarei – sinais vermelhos, tenho muito amor ao pêlo
Pessoa – apelido de um escritor que ainda não consegui digerir. Digerir no sentido de o compreender, nada de canibalismos!

Não passo a ninguém, só para ver se me acontece alguma coisa...

2008-04-24

Sim, sou uma besta

A Catwoman desafiou-me a dizer 6 coisas que me chateiam, enervam, incomodam ou provocam uma conjugação destas acções. Aqui vão:

1º Repetir-me. É assim, que não tenham um QI com três dígitos, até aceito, agora ser obrigado a repetir indefinidamente a mesma coisa, enerva-me. E chateia-me.
2º Ter de pedir indicações. Não, não gosto! Os portugueses descobriram o Brasil e mais uma porrada de sítios em cima dumas cascas de noz e a olhar para as estrelas, porque carga de água é que eu tenho de parar de 4 em 4 minutos e perguntar a todas as velhotas de buço se a direcção está correcta?
3º Pessoas que começam as piadas pelo fim. Enganam-se, contam logo o “clímax” da piada e, mesmo dando-se conta do erro, insistem em contar a piada toda, ficando aborrecidos se a malta não ri.
4º Usar gravata. Este trapo inútil que a sociedade nos impõe para supostamente termos uma imagem profissional é das invenções mais imbecis da humanidade.
5º Fundamentalistas. A experiência na blogosfera têm-me colocado em contacto com alguns. E tem sido bonito de ver como a defesa que fazem duma ideia os leva a renegar a mesma. Claro que não têm neurónios para se aperceberem disso...
6º Fura-filas. É enervante a incapacidade que as pessoas têm para serem, simplesmente, civilizadas e respeitarem a porra duma fila! A sorte desses animais é eu não ter o físico do Stallone (nos tempos áureos), ou garanto que em fila que eu estivesse muita pancadaria ia haver.

Sim, sou uma besta.

2008-04-21

Diga lá uma recordação em 6 palavrinhas

A Cris desafiou-me para transmitir uma recordação usando apenas 6 palavras. Dados os últimos acontecimentos, só me lembro duma:

"Eu lembro-me do Benfica jogar bem."

Dito isto, vou voltar para o meu luto desportivo...

E o ponto final sempre esteve lá, nada de dúvidas!

2008-03-06

Palavras soltas ou talvez não...

Começa a ser preocupante esta onda de desafios que percorre a blogosfera. É que basta a malta distrair-se e tunga, leva com um na testa. Ok, reconheço que alguns até são engraçados, outros permitem-nos ficar a conhecer melhor as pessoas através das suas respostas, mas tudo é subjectivo. Quem me garante que as mesmas foram dadas com sinceridade e honestidade? O mal da virtualidade é que cada um pode dizer o que lhe der na real gana, existem mesmo casos em que pessoas adoptam nicks de animais e tudo o mais que possam imaginar! Mas pronto, quem anda a viajar pela blogosfera arrisca-se, e quem sou eu para recusar responder? Nem que seja pela amizade que vai ligando as pessoas que por aqui andam.

Esta conversa toda para poder responder ao desafio da Inês, que deve pensar que eu tenho tempo livre a mais e resolveu provocar-me para escrever um texto com doze palavras que normalmente utilize no meu quotidiano . Fia-te na virgem, fia, que vais ver o lindo pontapé na peidola que levas! E depois vai fazer queixas à minha jove, a ver se eu me importo!

E adivinhem, não passo a ninguém!

2007-12-17

E com dez frases apenas se faz uma coisa sem jeito nenhum...

A Som do Silêncio desafiou-me para fazer um texto utilizando os últimos 10 títulos que publiquei. A sacana...

Gaija do gaijo:Este blog é uma autêntica obra-sobrinha”, disse-me o gaijo, como se aquela treta fosse alguma coisa de jeito!
Gaijo da gaija: E tu, riste-te que nem um perdida, aposto... Ó Januário, faz favor, era um lugar não-fumador, não-parvo, com telemóvel e não hemorroidal. E rapidinho, pá, que já estamos aqui em pé há uma porrada de tempo.
Januário: Quem vos manda vir tão tarde? Já sabem que esta é a pior hora aqui no restaurante...
Gaijo da gaija: A culpa foi desta menina, que nunca mais saia do WC.
Gaija do gaijo: Porque já me estavas a enervar, sempre a resmungar “suas mijonas, suas mijonas”. E não sei porque insistes em vir a este restaurante, é um verdadeiro atraso de vida. Ainda por cima está cheio de criancinhas aos berros! Lá pelo empregado ser teu amigo, não vejo porque temos de aturar isto...
Gaijo da gaija: Porque é que achas que eu peço sempre um cesto de pão a mais? É ver-lhes a cor das goelas e xunfa, um cacete pela bocarra abaixo. Eles que vão “armonizar” a língua para o raio que os parta, se os pais não os aturam, não hei-de certamente ser eu!
Gaija do gaijo: Está bem, mas podíamos perfeitamente ir a outro lado, ouvi falar muito bem do “A Sertã Voadora”...
Gaijo da gaija: Explica lá outra vez qual é a diferença, aquilo é uma autêntica espelunca! Januário, para mim era o bife grelhado, grande e bem passado, e para ela a mesma coisa, mas pequeno e mal passado.
Gaija do gaijo: Não, eu também quero bem passado. E não quero pequeno.
Januário: Afinal, é grande ou é pequeno?
Gaija do gaijo: Venha grande e condimentado, para ver se não sabe tanto a bife. Ou se calhar não sei...
Januário: Decidam-se, pá, tenho outras mesas para atender!
Gaija do gaijo: Olha, o que estiver a sair mais depressa...
Gaijo da gaija: Começas bem, começas... Mas vais comer um bife querendo que ele não saiba a bife? Isso é o mesmo que querer um perfume que cheire a água! Onde pára o império dos sentidos? Deixaste de te te importar com esses pequenos prazeres da vida?
Gaija do gaijo: Não sejas parvo, simplesmente não estou com grande apetite, ainda mais com esta cambada de putos a correr à nossa volta. E os paizinhos não dizem nada, pá! Olha para aquele, a dizer “voa, filho, voa”. Era um pontapé no cu dos dois, isso é que voavam daqui para fora...
Gaijo da gaija: Deixa-o lá, viste bem a cara de infeliz do tipo? Cheira-me que além de ter de aturar o puto ainda deve ter desafios blogosféricos para responder...

2007-12-04

A problemática da introdução do asfalto na Cultura de Espargos em Alguidares de Baixo

Portugal encontra-se desde a passada quarta-feira, mais precisamente às 15:23, num estado de angústia e expectativa só comparável com a exibição do último episódio da telenovela “O meu cão pensa que é um peru de Natal”, saudosa produção dos já falidos estúdios “Com Audiência Criamos Ansiedade”. As consequências dos tumultos então verificados ainda hoje são visíveis, com as pessoas inconformadas com o desfecho que mostrou o Piruças, o cão protagonista, numa travessa com uma maça na boca.

Com efeito, e para grande surpresa de todos nós, a produção de Espargos de Alguidares de Baixo encontra-se seriamente ameaçada, em virtude do progressivo alcatroamento de todas as áreas cultiváveis desta freguesia. Como é amplamente conhecido de algumas pessoas, os espargos de Alguidares de Baixo são localmente famosos por estarem na base da deliciosa gastronomia Alguidarense-baixense, mais precisamente os Pastelinhos de Espargos, o Bolo de Espargos, o Batido de Espargos e outros tantos exemplos, que não me atrevo a mencionar para não me babar ainda mais.

Há quem defenda que a perda desta produção poderá facilmente ser substituída por Alguidares de Cima, mas a esses eu respondo com o meu mais profundo desdém e gargalhada jocosa. Não queiram, caros ignorantes pouco conhecedores da realidade esparguense, comparar Alguidares de Baixo com Alguidares de Cima, a diferença é abismal, de pelo menos 128 metros. E todos sabemos a diferença que um simples metro significa na textura, no paladar, na rigidez de um belo espargo.

Mas voltemos ao motivo causador desta crise sem paralelo, o alcatroamento. Questionada a Junta de Estradas, foi-nos avançada a explicação que tal medida se devia ao facto de os condutores desta freguesia gostarem muito de praticar rally, saindo frequentemente da estrada e provocando uma poeirada tal que perturba a nidificação dos passarocos que infestam as árvores da zona. Assim, para evitar tais práticas, optaram por alcatroar tudo, lixando assim quem se vê sem um palminho de terra onde fazer derrapar a carrimpana. E pode-se saber quem é que se importa com a treta duns passarocos, que nem deixam estacionar debaixo das árvores sem nos darem uma pintura nova? E olhem que aquilo que lhes sai dum cu tão pequenino é corrosivo como o caraças! Era fazer uma caçada, e limpar o sebo a esses bichos, que mais não sabem do que fazer piu-piu-piu e andar a esvoaçar de um lado para o outro!

Mesmo após espancar violentamente o nosso interlocutor da Junta de Estradas, o máximo que consegui foi a promessa de me irem tapar o buraco na estrada lá ao pé da minha casa, onde já entortei uma jante. Como tal, caros leitores, e apesar de vos parecer radical, peço que peguem em armas e se dirijam para Alguidares de Baixo, por forma a impedir esta catástrofe natural, que pode levar à erradicação total dos espargos dum concelho emblemático do nosso país!

Atentamente,
Pafúncio Miguel de Sousa Barnabé
(Presidente da Associação Alguidarense-Baixense de Produtores de Espargos)